quarta-feira, 17 de agosto de 2011

MULHER DE FASES


MULHER DE FASES. Desacredito na estabilidade dos meus dias, quero a impressão, a contestação diária de que amanhã meu humor vai ser diferente, de que meus amores mudarão nas estações, de que as paixões sempre passarão, como passaram até hoje. Oswaldo Montenegro ainda me compõe em sua METADE. Cecília Meireles muito bem me define com LUA ADVERSA. Clarice Lispector me dar à evidência de suas letras impregnadas no meu cotidiano. Jorge Vercilo ainda continua por me restaurar com suas letras e canções. E as PALAVRAS, ah estas palavras, me compõe sempre ao avesso, como a HISTÓRIA me faz os dias, mesmo que cause dor e desengano.

Faço, refaço, questiono, contraponho, sou impulsionada pelos instintos tantas vezes medíocres do meu coração, e neste momento me retraio. Basta dizer, que de uns tempos pra cá, o meu nome já não se define como substantivo próprio, passou a ser advérbio de intensidade, e me sinto lisonjeada por isto, a semântica também. Já me senti muito mais Maria do que Ilde, hoje não. Quero a Ilde conjugada com a Maria para todo um sempre, tenho aprendido que os verbos conjugados no presente têm significados “mais-que-perfeito” , pretérito se encaixa nas boas lembranças. Futuro? Amém, ao meu Deus pertence, e sempre pertenceu. A fé por mais que a ciência continue a se afirmar, continua a ser companheira diária. Credibilidade para vida, sorrisos,saúde, paz, amor, paixões, equilíbrio, amigos e família, minha família, que mais poderia querer?! Quero a repetição dos anos, e saudosamente cada vez mais a constatação de que minha vida vale a pena por ter tanta coisa boa reunida dentro dela.
Um cálice de amor para sua vida, Fênix!.. (ou Gueixa?)

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