quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Enfrentei meus próprios defeitos para poder sempre estar ao seu lado. Engoli meu ciúmes, meu egoismo. Eu me tornei um ser de lata, pensando que ia ser melhor, que nada poderia me atingir. Mas lata é fraca, e eu não pensei nisso, qualquer pedrinha, por menor que fosse poderia arranhar a minha armadura ou amassa-la. E foi o que aconteceu. De pedrinha em pedrinha, de arranhão a arranhão você foi conseguindo me destruir. Você conseguiu destruir tudo dentro de mim, meu amor, meu carinho, minha paciência. Foi bom, confesso. Pois tive a certeza de que não preciso de uma armadura, muito menos de lata pra me defender de você, ou da vida que seja. Eu consigo me defender sozinha, como agora, estou de pé, você não conseguiu me derrubar.
Tenho lá meus traumas, inseguranças, traços esquisitóides. E me deixa, vai, me deixa. Não me cobra nem pede. Eu dou o que posso, quando e se eu quiser. Essa coisa de me-dá-atenção nunca fez a minha cabeça. Atenção nunca pode ser cobrada, mas se eu vacilar me fale. Consigo assumir meus erros e enxergar os pontos que não ficaram no lugar. Acho essa uma qualidade admirável nas pessoas: saber olhar para si, assumir o que não deu certo e seguir a vida. É tão bom seguir em frente, deixar o rancor enterrado no fundo do quintal. Por que algumas pessoas, depois de tanto tempo, falam mal da gente? Por que não superam? Por que não seguem suas vidas?
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Cheguei a uma conclusão depois de muito pensar nas broncas do ''Sr. entrometido'' (risos). Não é melancolia, nem deprê que me fazem recordar, ou pensar no 'verme' e sim outros fatores. Eu não sinto falta do dito cujo, sinto falta talvez de ter alguém com quem eu pudesse ser eu mesma. Se eu quisesse ir ao cinema com alguém ele era o cara que eu ligava e chamava, se eu quisesse fazer amor com alguém era ele que eu procurava. Se eu fosse grossa ou carinhosa, tanto faz, com ele eu não tava nem aí, ele me conhecia bem o suficiente para saber que eu não era uma qualquer, ou que eu não sou mal humorada ou melosa demais. Talvez a minha ''deprê'' seja de não ter mais alguém pra isso, pra ser eu mesma, e fazer o que me dá vontade.
Mulher sente falta de ter um namorado. Entendo, mas namorado por namorado não basta, tem que ter ao lado um Homem que lhe traga paz. Que faça com que se sinta amada, respeitada. E acima de tudo, que te faça rir. Você não sente falta de um Namorado apenas. você quer uma Cia que faça a diferença no seu dia. Que seja gentil fora da cama e engraçado por ser inteligente e sutil. Uma Mulher como você deve ter um Homem que te faça perceber que as coisas passam, que momentos difíceis servem pra gente valorizar dias de folga, que faça você entender que relacionamento vive de encontros verdadeiros e carinhos involuntários. Você é Mulher pra se ter, pra ser amada, cuidada, compreendida. Mulher pra ser valorizada por um Homem que traga segurança, beijo bom, abraço forte e orgasmos memoráveis! Que faça você ter vontade de largar tudo no meio da tarde só pra ganhar um abraço, que faça você sentir falta do perfume que ele usa, que faça você rir ao lembrar da piada que ele contou durante o Jantar. Sei que encontrar um Homem assim é mais difícil que ganhar na Loteria, mas é fato que esse é o Homem, o mínimo que você merece! Não se envolva com quem é mais ou menos porque foi o que pintou. O que não é especial, não merece ter você!
Porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloquentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicídio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituímos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente… Um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem. Confesso que às vezes me dão umas crises de choro que parecem não parar, um medo e ao mesmo tempo uma certeza de tudo que quero ser, que quero fazer. Confesso que você estava em todos esses meus planos, mas eu sinto que as coisas vão escorrendo entre meus dedos, se derramando, não me pertencendo. Estou realmente cansado. Cansado e cansado de ser mar agitado, de ser tempestade…quero ser mar calmo. Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: “Calma, eu estou com você e vou te proteger! Nós vamos ser fortes juntos, juntos, juntos." Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo. Confesso, confesso, confesso... Confesso que agora só espero você.
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