quarta-feira, 31 de julho de 2013

A gente briga sim, a gente discute sim, a gente vira a cara um pro outro sim. Um dia ou outro a gente não se suporta. Ficamos de cara feia, chateados e mal-humorados. É errado isso? Não. Faz parte do amor? Faz. Porque quando a gente ama alguém, temos que amar ele inteirinho. Do jeitinho que é. Pacote completo. Sem tirar nem pôr e, muito menos, querendo mudar alguma coisa. Temos que aprender a gostar daquela mania chata que o outro tem, daquele jeito de quem não presta atenção nos detalhes nem se lembra de datas importantes. Temos que aprender a gostar daquele sorriso torto, daquele jeito irritante de fazer comentários ou falar sobre qualquer coisa que não nos agrade. Temos que aprender a gostar do cabelo desarrumado, e da cara amassada de quem acabou de acordar. Temos que aprender a gostar do jeito orgulhoso, e de quem quer ser o dono da razão. Sempre. E, se não gostar, pelo menos aceitar. Temos que aprender a gostar do teu filme preferido, porque em um dia cansativo será ele que vocês dois irão assistir abraçados e deitados, um ao lado do outro. Temos que aprender a gostar (ou entender) que em alguns momentos o outro precisa de espaço, precisa ter um tempo para ele e mais ninguém. Nem mesmo para você. Mas nem por isso ele não queira ou não goste mais da tua companhia. Temos que aprender a gostar de tudo, tudinho. Das caretas, dos abraços mal dados, das implicâncias, dos ciúmes, das provocações, das vezes que o outro vai estar ocupado demais para você… Simplesmente tudo! E, mesmo assim, faz você continuar agradecendo todas as noites quando deita a cabeça no travesseiro pela pessoa maravilhosa que está ao teu lado, ocupando teu coração e cuidando do teu amor melhor que ninguém. Por ser quem mais te faz bem e feliz. Por ser quem te cuida, te protege e te dá a certeza de um “para sempre” que você jamais imaginou existir.
É preciso ter olhos frescos para sermos capazes de admirar belezas aparentemente antigas. A beleza envelhece quando o olhar da gente perde o viço. Toda beleza é capaz de vestir roupa nova porque outro também é o nosso olhar. Não ignoro o sofrimento. Não banalizo as dores que a gente sente, que não são poucas. Como a maioria de nós, num único dia, visito territórios dos mais diversos sentimentos e às vezes é bem difícil experimentar alguns deles. Mas, eu acho que, à parte os embaraços do caminho, quando a gente se fecha para a beleza do mundo, a vida fica insípida. Quero continuar a ter esse olhar capaz de se encantar com coisas que vê mesmo quando, particularmente, a minha história se torna difícil de ser lida. Por elas, largo as sacolas do supermercado no chão para, por alguns instantes, ser apenas aquela que as contempla. Os problemas continuam, mas o coração ganha um doce que muitas vezes nos ajuda a temperar os amargos.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Andando nas ruas, vejo borboletas por quase toda parte, contrastando com todo o cinza da cidade. Talvez seja porque gosto daquele colorido, talvez seja por causa do brilho que ofusca os olhos meus. Talvez seja porque estou amando mais, e amando a gente passa a achar mais graça nas coisas. Aquelas borboletas me trazem paz de espírito, e sob as suas asas, equilíbrio.
Ele não vai te ligar e pedir desculpas, talvez não fale com você nem por internet. Não vai se arrepender de nada do que fez, e nem reconhecer que errou. Não vai perceber que está te perdendo aos poucos, ou que já perdeu. Não vai pedir pra que tudo volte a ser como era antes, ele está feliz assim. Não vai dizer para os amigos que sente a sua falta ou algo do tipo, e nem lembrar de você ao ouvir uma música. Ele não vai passar noites acordado pensando no quanto poderia ter dado certo, nem vai ficar imaginando planos que um dia poderiam se realizar. Não vai sentir ciúmes ao ver você conversando com outro menino, e com toda certeza do mundo, não vai passar horas no seu perfil só pra saber como foi seu dia, ou se você se interessou por alguém. Ele não vai perceber que fez a maior burrada de sua vida, nem vai se lamentar por ter perdido a pessoa que o fazia sorrir. Ele não vai compartilhar fotos de casais no Facebook, e nem escrever coisas tristes no twitter. Ele não vai chorar, nem sofrer e muito menos morrer de amor. Não vai dar justificativas do por quê de tudo ter acabado, e nem vai querer saber o que você pensa sobre, e nem como você reagiu a tudo isso. Ele não vai sorrir ao te encontrar na rua, e se te ver, não vai ficar pensando o dia inteiro em como seu cabelo estava lindo, ou em como o seu sorriso é estonteante. Ele não vai correr atrás de ninguém, e provavelmente logo estará com a menina mais fácil que encontrou por aí. Ele não vai te amar, isso, se chegou a amar um dia.
Só vim avisar que estou bem. Depois de tantos tombos, de tantos olhares tortos, de tantos deboches, de tanto virarem as costas para mim, eu estou bem. Estou aqui em cima, melhor do que nunca, assistindo o fracasso de quem me desejou o mal. Não estou torcendo para que algo de ruim aconteça, nem com você nem com essa gente que te cerca, que te confundiu os sentimentos falando sobre mim. Agora sei que fazer justiça com as próprias mãos é atrapalhar os planos de Deus. Mas a vida cobra mais caro de quem deseja ou faz o mal, não agora, mas lá na frente tudo se explica.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Ninguém nunca soube das minhas manias mais perigosas, de sentir demais, de perder o meu equilíbrio das vezes que me magoaram, da minha mania de me esconder dentro do quarto para ninguém me ver chorar. Ninguém nunca me viu sofrer de verdade, enlouquecer de verdade, demonstrar meus medos de verdade, de me encolher embaixo das cobertas e ter insônia uma noite inteira por ter amado de verdade e só receber mentiras em troca.
O fato da mulher querer ficar sozinha não é o motivo que faz ela se afastar de um homem. Se ela se afastou é porque algo aconteceu, algo foi dito ou algo se perdeu. Não é da noite pro dia que ela deixa de gostar, mas pode perder o encanto e a admiração em segundos. Ela não chega a excluí-lo totalmente de sua vida, mas o homem passa a participar cada vez menos. Mulher é assim: quando algo não agrada prefere se distanciar, ainda mais se não vê sentido em falar. A verdade é que essa distância fala por si própria. Algumas coisas precisam ser ditas em alto e bom tom, porém outras merecem apenas ser declaradas no vazio do silêncio.
Nem faço muita questão que as pessoas me conheçam a fundo. Tem gente que não merece o nosso coração aberto. Certas pessoas não precisam conhecer nossa alma. Porque elas nem vão saber o que fazer com tanta informação. Tem gente ruim no mundo, já me convenci disso. Espero que você entenda isso também. E que não sofra tanto ao constatar que nem todo mundo quer o seu bem. Algumas pessoas sentem prazer em perturbar os outros. O que ganham em troca? Não sei. E nem quero descobrir.
Porque muita coisa mudou, e dizem que com o tempo e a maturidade, as pessoas ficam com mais 'preguiça de tudo que não é incrível'. Eu cansei de noites em claro com quem não muda o meu dia. Cansei de minutos ao telefone, com quem não diz exatamente o que eu preciso ouvir. Não sei mais desperdiçar carinhos. Não é qualquer mensagenzinha no celular que acelera meu coração. E entre meu sofá e uma pessoa sem cérebro... deito e durmo tranquilamente. E admito, um amor cairia muito bem! Mas amor de verdade, sabe?! Daqueles que transmitem paz só de olhar. Alguém que me aceite com o meu histórico de amores mal sucedidos, e minhas teorias malucas sobre o verbo amar. Alguém de quem eu não precise mais do que a minha própria vida, mas que precise de mim pra vida inteira. Alguém só meu. E que não sinta necessidade de ser de mais ninguém. Porque a felicidade que eu tanto procurava nos outros, eu já encontrei dentro de mim...
Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar as lágrimas, enfim, é ter "alguém para amar." Somos livres para optarmos!! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento.
Relacionamento é isso, conversas e silêncio. Nem tudo precisa ser dito. As vezes nos magoar por ficar em silêncio, é melhor do que magoar o outro com palavras. A nossa mágoa, decidimos se alimentamos ou não. A mágoa do outro,não temos como controlar. Relacionamento é isso, é decidir se estar junto, vale mesmo a pena. Se você quer ouvir as verdades do outro. Se você quer e acha que consegue se adaptar ao outro sem deixar de ser você. Se consegue após uma briga, discursão ou conversa que não te agrada, deitar e não zangar-se com o outro. Relacionamento é bem mais e total diferente de anular-se. Relacionamento, é completar, acrescentar e continuar a ser dois, sendo um só.

Uma noite solitária, escutando o silêncio, buscando sorrisos que não descubro nas paredes, nos móveis, nas estantes...nem no espelho. Encontro-me comigo mesmo, mas não sei me abraçar, nem me beijar. E me amar é algo que necessita ter alguém para compartilhar esse sentimento.

Por vezes a minha dor é esmagadora, e embora compreenda que nunca mais nos voltaremos a ver, há uma parte de mim que quer agarrar-se a ti para sempre. Seria mais fácil para mim fazer isso porque amar outra pessoa pode diminuir as recordações que tenho de ti. No entanto, este é o paradoxo: Embora sinta muitíssimo a tua falta, é por tua causa que não temo o futuro. Porque foste capaz de te apaixonar por mim, deste-me esperança, meu querido. Ensinaste-me que é possível seguir em frente com as nossas vidas, por mais terrível que tenha sido a nossa dor. E à tua maneira, fizeste-me acreditar que o verdadeiro amor não pode ser negado.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Nosso subconsciente trabalha na materialização de nossas crenças. Ele não tem senso de humor. Faz sempre o que acreditamos. Não falha. Dessa forma, o fracasso não existe. Você foi sempre um sucesso! Sua vida é obra sua. Você é responsável por suas experiências. Mesmo aquelas que parecem não depender de você foram atraídas por sua forma de pensar. As coisas não vão bem? Só colhe infelicidade? É hora de perceber como você consegue fazer isso. Certamente não escolheu a atitude adequada para obter bons resultados. Mudando essa atitude, tudo se modificará. A vida deseja que você desenvolva seus potenciais de espírito eterno e aprenda a ser feliz. A felicidade é nosso destino e só o bem é verdadeiro. Para nos ensinar isso, a vida programa nossas experiências de acordo com nossas necessidades. Através do resultado dessas experiências conquistamos a sabedoria. Na queixa há sempre uma justificativa para continuarmos a ser como somos, mas há também uma auto-imagem negativa. Você pensa que não pode fazer nada, que é incapaz e não merece. Conforma-se em ser pobre, em ficar em segundo plano, em pensar primeiro nos outros (“é feio pensar em você primeiro”). Acha que, para você ter, outros terão que dar e perder. Como se Deus fosse pobre e tão limitado que para dar a uns teria que tirar de outros. Esses pensamentos são altamente depressivos e atraem infelicidade. Seu subconsciente obedece às mensagens que você lhe envia. Você tem todo o poder de criar seu próprio destino. Se deseja viver melhor, reconheça isso. Faça uma lista de suas crenças e até das frases que costuma dizer. Se puser atenção e for sincera, logo vai perceber quais as crenças que são responsáveis por sua infelicidade. Não pense mais nelas. Esqueça-as. Quanto mais se preocupar em eliminá-las, mais pensará nelas e as alimentará. Trate de cultivar o oposto. Faça afirmações positivas sempre usando o presente. Exemplo: “Eu sou feliz”, “Tenho muita sorte”, “Minha saúde está cada dia melhor”, etc. Escreva-as e espalhe-as em sua casa, nos lugares onde você possa vê-las constantemente. Repita-as várias vezes por dia. Mas não se esqueça de pôr emoção nelas, acreditar realmente no que afirmar. Ignore aquela vozinha que lhe diz que não vai funcionar. Não custa nada experimentar. Lembre-se de que todos os problemas de sua vida foram criados por você. Você foi, é e sempre será um sucesso. Suas escolhas podem ter dado um resultado diverso do que você esperava, mas você conseguiu materializa-las. Refletem o que você crê, e o que você crê seu subconsciente materializa.. Pense nisso.

sábado, 13 de julho de 2013

Muito amor fantasiado de cilada e muita cilada fantasiada de amor. Muita gente estragando tudo que sempre quis, por não ser exatamente do jeito que sempre sonhou. Não é difícil conviver com o outro. É difícil, quase impossível, conviver com as idealizações do outro. Sim, porque poucos amam o real, passam todo o relacionamento querendo mudar o parceiro um pouquinho ali, um pouquinho aqui, mudanças que nunca acabam, insatisfações que nunca tem fim. É complicado lidar com a falta de pureza de todas essas pessoas que colecionam decepções, frustrações, enganos e cicatrizes. Gente que teve que desaprender a confiar, pra aprender a ser feliz. Já não existem amores como os da infância, sem posse, sem medo, sem infinitas cobranças. É um desafio constante combater a sensação de que ainda não é o suficiente. Nunca é o suficiente. Ele é incrível, mas eu acho que posso encontrar alguém melhor, mais compatível. Ela é maravilhosa, mas tem tanta mulher maravilhosa pra eu conhecer ainda. Besteira. Uma busca insana por uma perfeição que não existe. Uma cobrança injusta de um conjunto de qualidades paradoxas que nem a gente possui. Grande engano de muita gente a certeza de maturidade, sem essa de esperar príncipe encantado. Vocês só mudaram o perfil do príncipe e da princesa também, porque essa epidemia não atinge só as mulheres. Nada de cabelo loiro e cavalo branco, é o fim dos vestidos de princesa- a coisa ficou muito mais feia pros candidatos à modelo perfeito porque a exigência vai de corpo a caráter, cada defeito e qualidade sendo pesados criteriosamente numa balança fria. Eu também sou doente disso. Quem não é? A cura é um processo lento, a aceitação de que se trata de um conflito interno e não problema dos outros é demorada. Antes de cobrar algo absurdo, "Eu sou tudo isso que eu espero de alguém? Eu faria diferente, no lugar dele?" Quase nunca sou, quase nunca faria. Talvez essa não seja, ainda, o fim de nada grandioso, mas é o começo de um momento crucial da minha vida: A batalha travada contra mim mesma, minha maior aliada e inimiga. Porque o amor só entra, em quem deixa entrar. E não tô falando de porta aberta, tem que estar receptiva. Só permanece, em quem sabe cuidar. É tempo de aprender.
Vírgulas, reticências, dois pontos, travessão, parei. Tava faltando ponto final, não tinha mais espaço pra nenhuma outra pontuação. Só cabia um ponto ali, não tinha mais desculpa que salvasse: verdade nua e crua que tava estampada na minha cara desde o início do fim da história. É que a gente se acostuma a querer manter o amor a todo custo, só que, quando começa a custar a própria felicidade, parou de ser amor. E a gente demora a perceber, sai enfiando vírgula onde não cabe, coloca travessão no meio da frase quando nem é fala do personagem. Erro de português, desacerto na vida, atraso no amor. Já tinha passado da hora de voltar com a gramática, logo eu que sempre gostei de escrever tudo certo tava deixando a minha própria história sujeita à reprovação. Chega, queria um amor fluente em português. Coloquei um ponto final, virei a página, fechei o livro e doei pra biblioteca, não quero mais. Dói colocar um fim no que você queria que fosse pra sempre, eu sei. Mas insistir no erro é errar duas vezes, aprendi errando mais de três. Mas aprendi e, o melhor, sobrevivi. Dei um tempo de ler e escrever livros de romance, to na onda da ação e aventura, com pontos finais na hora certa, bem mais prático: termino de ler e desapego.
Quando a gente quer demais, qualquer muito parece pouco. E eu sempre fui da tribo das insatisfeitas. Se eu posso ter mais, porque me contentaria com menos? 'Odeio comodismo' sempre foi meu argumento oficial. E de repente, me vejo acomodada. Amarrada, em cárcere privado, vítima dos meus próprios fantasmas. Alguém comigo há anos, que nunca esteve realmente do meu lado, só porque isso é quase ter alguém e, não que seja melhor que nada, mas é que eu já tô cheia de 'nadas'. Histórias organizadas por durabilidade numa prateleira empoeirada e o que me sobrou disso tudo? Me doei tanto, que hoje em dia me falto. Me doí tanto, que até hoje sangra. Vira e mexe, em dias frios ou quando toca uma música boba. Quase passa, mas não passa nunca. Eu já não suporto o gosto agridoce de fingir que tá tudo bem. E ter paz por dias contados. Eu nunca achei justo ter feito tantos curativos, ainda que a força, e ser deixada sempre aos meus próprios cuidados. Eu não abro mão da minha independência, faço questão de segurar meus trancos, mas que falta me faz alguém querendo dividir o peso comigo. Ainda que eu não aceite. E todas as vezes que eu não peço, eu preciso tanto de colo. Aí alguém vem e enche o meu copo, o que piora tudo muito mais. Não quero vodka. Não quero um corpo, não quero uma boca, eu não quero sair numa sexta à noite. Quero não sentir tudo esmagado aqui dentro, do jeito que tá agora. E fica tantas vezes. Eu penso, digo em voz alta, repito em outros tons e não consigo achar que seja pedir demais querer alguém que sinta a minha falta, faça questão de mim. Queria ouvir que tá tudo bem e que de alguma forma esteja, só porque ele tá ali, pra mim e por mim. Tirar o salto e ficar brega, imatura, apaixonada. Como canta Los Hermanos, a gente só queria um amor, Deus ás vezes parece se esquecer.
Blusa branca e short jeans, você adorava. E eu adorava você. Ainda te vejo nos detalhes, no fundo dos meus olhos quando to de frente pro espelho me arrumando pra encontrar alguém que me faça te esquecer. Tempo perdido, repito inconsciente. É que ninguém nunca é o bastante. Alto demais. Grudento demais. Legal demais. Bom demais, não dá. Nenhum deles é você, e isso dói, sabe? To querendo te esquecer, mas preferia te ter, ninguém entende. Mil pessoas na festa e eu sempre te procuro mais de um milhão de vezes em cada rosto perdido. Me perco. Não é pra ser, eu sei. Mas não canso de querer que fosse. Não canso de querer você. To seguindo em frente, mas ainda olho pra trás na esperança de te encontrar. É que com você eu me encontrava, mesmo quando a gente parecia meio perdido do mundo. O nosso mundo era nós dois e isso sempre pareceu bastar. Não bastou. Acabou. Nosso mundo virou saudade, ‘nós dois’ virou nó na garganta e eu me revirei sem você. To superando, já disse, mas preferia ta superando qualquer outra coisa, com você do lado. Mas é, vida que segue – amor que insiste em te seguir.
Como eu consegui gostar disso?!" Uma pergunta que seria cômica, se não fosse trágica. A verdade é que a gente se esforça pra criar um sentimento de admiração por alguém sem graça, só pra não ficar de coração vazio e, principalmente, entediada. O que resta pra fazer nos momentos de ócio, se não fuxicar as redes sociais do tal carinha? Lembrar dos momentos, reler sms, fantasiar com as amigas. Não é amor, é hábito. É passatempo barato, tipo essas caça-palavras que são vendidas em qualquer banca de jornal caindo aos pedaços. Mas quem, nesse mundo, nos ilude mais do que nós mesmos? É tão doentio quanto natural. Você sai costurando babados cor-de-rosa em todas as babaquices- que não são poucas- dele e, não importa o quanto ele arranque, você vai lá e faz questão de costurar de novo. No fundo, o uniforme de “Maior idiota do mundo” nunca passou despercebido, mas o beijo era bom, rolava química e ele até escrevia certinho, requisitos suficientes pra transformar o idiota num projeto promissor de amor e mimimi. Porque essa parte, o mimimi, nem que seja preciso desenterrar o primeiro ex namorado, a gente precisa. Mais cedo ou mais tarde, precisa mesmo. Verdadeiro ou boca pra fora, toda semana ou uma vez por semestre, precisa e não dá pra negar. Você sempre soube o quão patético ele era. E que não era inteligente, bonito, muito menos interessante. Você se incomodava com muitas coisas, dava pra listar e isso só passou porque você se treinou a ter friozinho na barriga. Tudo muito mecânico, eram borboletas rigorosamente adestradas. Nunca foi arrepio, juízo perdido. Cada suspiro foi fruto de anos se aprimorando na tática de “tecnicamente se apaixonar”, porque não tem nada melhor pra fazer. Ninguém melhor pra ficar. A verdade é que você nunca gostou dele. Nunquinha. Só acabou ficando boa demais nessa coisa de se enganar.
Eu demorei pra entender que ter alguma sensação familiar com o carinha que te enrola há anos não é mágico, é natural e triste. E isso não devia ser usado como uma desculpa confortável pra eu esperar mais um ano, deixar escapar mais 365 dias da minha vida. Incrível mesmo é se sentir em casa com alguém que tá contigo há pouco tempo, mas tá tão contigo que parece que esteve ali a vida toda. Alguém que faz questão de você e inspire segurança, conforto, afinal, casa é isso, não é? Antes eu morava na rua, descoberta numa calçada, debaixo de muita chuva e pouco sol. Hoje eu sei, mas demorei pra entender. Pareciam intermináveis os dias em que eu acreditei poder consertar alguém sem conserto e só acabava me quebrando um pouco mais. Passei uma eternidade aceitando condições absurdas e implícitas, cuidando, limpando todo o sangue do outro e tendo hemorragia interna. Me doando, me doendo e recebendo partidas ingratas, desculpas não sinceras, falta de consideração. Sempre soube o que eu merecia e o que não, gritei, impus meu valor por inúmeras vezes, até o dia que eu me calei. Porque tudo que eu sempre fiz questão de explicar, repetir e lembrar pras pessoas, coisas sobre eu ir e não voltar, sobre não me deixar ir então, é o tipo de coisa que o outro só percebe sozinho. Da pior forma. Não adianta fazer maquete, gráfico, teatro. De alguma maneira louca, a minha felicidade foi mais eficaz do que qualquer cena ensaiada. Qualquer fala improvisada. E eu já não preciso ser atriz... olha só que desfecho, sou leve e feliz.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Não sei demonstrar interesse, mas sou de dar bastante atenção ao que me dizem. Tenho cara de brava e um coração enorme. Falo pelos cotovelos, não meço minhas atitudes e ainda acho que sempre tenho razão. Faço caretas, não seguro risadas e topo qualquer parada. Tem vezes que sou tranquila, outras vezes apressada. Passo por cima, caio de cara, me levanto e sigo em frente. Não sei responder a elogios, fico sem graça. Não consigo controlar minha parte debochada, esconder minha parte cínica e disfarçar ironias. Tento quebrar o clima sério, apesar de gostar das coisas certas e na hora certa. Tenho medo de me entregar, de mergulhar de cabeça e não saber como voltar. Tem vezes que o meu orgulho fala mais alto do que a minha vontade e acabo afastando algumas pessoas que tentam se aproximar. Uso minha frieza para me proteger de ataques. Fujo de brigas, de discussões desnecessárias, mas nunca de uma boa conversa. Você pode até me achar meio louca e esquisita por causa disso, mas acredite, te dou toda razão para que pense isso de mim.
Pode até parecer que algumas vezes eu esteja distraída, quieta e pensativa. Mas é que na maioria das vezes eu realmente sou assim. Gosto de fazer silêncios para prestar mais atenção em mim e ao que acontece ao meu redor. Gosto de ouvir e ver coisas que ninguém presta atenção. Gosto de ficar longe, pois assim me sinto mais perto de mim. Aos poucos fui me desvendando, fui me consertando e acima de tudo fui me aceitando. Descobri que a coisa mais importante da vida é estar de bem consigo mesmo, foi aí então que fiz as pazes comigo.
Estive pensando e cheguei a conclusão, depois que me livrei das coisas que não me faziam bem, minha vida começou a mudar. Lugares, pessoas, sentimentos ruins, algumas manias, absolutamente tudo que me puxava para baixo fui obrigada a deixar pra trás e a partir daí comecei a ir pra frente. Aos poucos fui desapegando, fui me livrando, fui me salvando e hoje, depois de tudo que vi e que já passei, consigo enxergar, o que me faz bem e o que nem vale a pena tentar.

As pessoas são assim mesmo. Um dia elas te elogiam, no outro te criticam. Um dia você estende as mãos, no outro elas te viram as costas. Um dia elas escutam seus conselhos, no outro elas se fazem de vítimas. Um dia elas falam mal dos outros para você, no outro elas falam mal de você para os outros. Um dia elas chegam e te dão um abraço, no outro vão embora e fingem que você não existe. Assim são as pessoas e seus interesses.

As pessoas sempre arrumam uma desculpa pela falta de atitude. Pela acomodação exagerada. Pela falta de interesse. Pela falta de consideração. Pelas suas segundas intenções. Pelas palavras ditas e as não ditas. As pessoas, na maioria das vezes não assumem seus erros e fogem de seus deveres. Talvez nem seja tudo isso, no fundo somos seres humanos em busca do melhor para nós. Só acho que devemos prestar mais atenção nas pessoas a nossa volta, se estamos prejudicando alguém com o nosso egoísmo de querer ser sempre melhores do que os outros.
Você tem um ar de moleque que ainda não se decidiu em que lado ficar, mas que já escolheu exatamente o seu lugar. Cara daqueles homens que não gostam muito de contar os detalhes da sua vida, mas que observa com atenção o que estou falando. Você tem cara daqueles meninos mimados, que não gostam de ficar insistindo e largam a mão de tudo na primeira oportunidade. Cara daqueles que chegam devagar, fazem um estrago enorme e vão embora sem deixar rastros. Você tem cara de homem com jeito de menino e cara de menino querendo ser homem. Realmente você só tem cara, simplesmente porque ainda não deu tempo de descobrir o grande homem que está por trás desse rostinho com cara de quem não quer nada com nada, mas que ainda quer saber tudo o que eu tenho a dizer.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Talvez eu até esteja errada, mas que se dane. Se uma pessoa não tem paciência nem pra conquistar minha confiança e afastar meus medos, o que eu posso esperar então? Sou quebra-cabeça de 500 mil peças, quem não tiver capacidade, tenta um jogo mais fácil. Eu supero e agradeço.

Uma relação pra dar certo tem que ter sintonia. Os dois têm que caminhar na mesma direção. Não adianta você querer puxar o outro pela mão. Tentar carregar no colo. Dar uma carona. Arrastar pelos pés. O outro tem que querer ir.

BOA NOITE

Sou meio complicada de entender, as vezes nem eu mesma me entendo... Fico com raiva do nada, assim mesmo, sem motivo... Mas também fico feliz do nada, me magoou fácil, tem horas que coisas bobas me deixa triste, coisas que quem fala nem vai imaginar que vai me deixar mal mais deixa, e ás vezes até demais. Sou sempre alegre, estou sempre rindo, falo até demais mais sempre que fico chateada fico bem calada, me fecho pra todos... Me apego fácil e muito, e é uma missão quase impossível me desapegar depois, sempre sofro, posso até me desapegar, mas nunca esqueço da pessoa. Não consigo ter raiva de ninguém, a pessoa pode me fazer coisas ruim que mesmo assim não tenho raiva, odeio esse meu lado, eu gostaria de pelo menos conseguir ser mas fria com quem errou comigo, mas eu não consigo. Quando AMO, amo de verdade, nem as dificuldades, distancia ou tempo faz eu deixar de gostar, mesmo amando sozinha eu não desisto, é bem tenso isso, doe muito, mas fazer o que, não consigo deixar de amar fácil. Sou chata, as vezes irritante, perturbo muito AS PESSOAS QUE EU GOSTO, admiro eles por me aturar todos dias sou chata, boba, mas é o meu jeito de demonstrar que eu gosto, um jeito meio estranho eu sei, mas é o meu jeito. Mas eu também me importo, me preocupo, cuido, ajudo, tento fazer as pessoas rirem, faço de tudo pra demonstro que gosto. E assim sou eu, meio bipolar eu acho

quinta-feira, 4 de julho de 2013

“Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”

Seja...

Levanta dessa cama garota. Anda! Sei que tá doendo, mas levanta. Coloca uma roupa. Passa a maquiagem. Arruma esse cabelo. Ajeita a armadura. Segura o coração. Sai por aquela porta. Enfrenta o vento. Sorri pro Sol. Segura o coração. Olha pra ele. Passa reto. Não caia. Não caia. Engole o choro. Fingi de morta quando ele falar com você. Seja fria. Continue andando. Enfrente seus problemas de cara. Reaja. Vai. Tá pensando que é só você que sofre? Tá enganada. Anda menina. Para de ser infantil. A culpa não é de ninguém….Se apaixonou agora segura. Anda. Seja forte. Seja feliz. Seja uma mulher.

Complicada

Sou meio complicada de entender, as vezes nem eu mesma me entendo... Fico com raiva do nada, assim mesmo, sem motivo... Mas também fico feliz do nada, me magoou fácil, tem horas que coisas bobas me deixa triste, coisas que quem fala nem vai imaginar que vai me deixar mal mais deixa, e ás vezes até demais. Sou sempre alegre, estou sempre rindo, falo até demais mais sempre que fico chateada fico bem calada, me fecho pra todos... Me apego fácil e muito, e é uma missão quase impossível me desapegar depois, sempre sofro, posso até me desapegar, mas nunca esqueço da pessoa. Não consigo ter raiva de ninguém, a pessoa pode me fazer coisas ruim que mesmo assim não tenho raiva, odeio esse meu lado, eu gostaria de pelo menos conseguir ser mas fria com quem errou comigo, mas eu não consigo. Quando AMO, amo de verdade, nem as dificuldades, distancia ou tempo faz eu deixar de gostar, mesmo amando sozinha eu não desisto, é bem tenso isso, doe muito, mas fazer o que, não consigo deixar de amar fácil. Sou chata, as vezes irritante, perturbo muito AS PESSOAS QUE EU GOSTO, admiro eles por me aturar todos dias sou chata, boba, mas é o meu jeito de demonstrar que eu gosto, um jeito meio estranho eu sei, mas é o meu jeito. Mas eu também me importo, me preocupo, cuido, ajudo, tento fazer as pessoas rirem, faço de tudo pra demonstro que gosto. E assim sou eu, meio bipolar eu acho

Dói

Engoli o choro mais uma vez. Engoli a vontade de gritar para todos. E engoli um pouco da dor também. Mas isso tá acumulando e acumulando aqui dentro de mim, e eu não aguento mais. Já pensei em desistir. Já fiz até milhares de loucuras para ver se tirava pelo menos um pouco dessa dor, mas parece que com o tempo só vai aumentando. Por isso foi desconfiando do que me dizem, dizem que com o tempo passa, cura. Mas isso é mentira. Por que pra mim o tempo passa, continua e dói mais.