sexta-feira, 5 de agosto de 2016
Quantas desculpas ele vai ter que te dar? Quantas mensagens visualizadas e ignoradas ele vai ter que te dar? Quantos encontros desmarcados em cima da hora ele vai ter que te dar? Quantas vezes ele vai ter que ficar online e fingir que neeeem tá vendo sua mensagem? Quantos papéis de trouxa ele vai ter que fazer você passar pra vc entender que ele não tá afim?!? CHEGAAAAAA! Desapega desse cara logo, ninguém aguenta mais! Chega.
Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, é curtir praia, balada e festa em família. Enfim, é ter 'alguém para amar'.Se você possui um relacionamento e teve que deixar seus amigos de lado por ele sem um bom motivo, saiba que você não encontrou um companheiro, mas sim um cativeiro. Namoro de verdade é tudo de bom.Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. Não é pegar cinco caras ou cinco "minas". A gente esta falando de quê, de catadores de lixo? Pega-se uma gripe, um táxi. Não pessoas. Ser livre é ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento.Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário.
As pessoas não tem a obrigação de perguntar se você está bem, de saber as datas mais importantes do seu ano. Ninguém se importa com isso, aliás, o mundo caminha em um rumo onde ninguém se importa com mais nada, aniversários são lembrados por lembretes de Facebook. Abraços trocados por ligações durante a madrugada, sorrisos guardados através de fotos, mas nunca nas lembranças. Com isso chego a conclusão de que o mundo evolui com tecnologias, mas o ser humano somente regride na medida em que o tempo passa.
Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez seja este o ponto. Talvez eu não seja adulta suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fadas, de achar que a gente manda no que sente e que bastaria apertar o botão e as luzes apagariam e eu retornaria minha vida satisfatória, sem sequelas, sem registro de ocorrência? Eu nunca amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, era sacanagem. Não era amor, eram dois travessos. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor.
Eles eram amigos. Talvez não os melhores amigos. Mas, ainda sim amigos. Um chamava o outro de irmão, de anjo, de chato, de idiota. O outro respondia com os mesmos apelidos. Ambos sabia das coisas um do outros, compartilhavam segredos, sonhavam com momentos, realizavam sonhos juntos. Mas, isso foi antes. Por que o tempo passou, e tudo que ambos planejaram se foi, como a água se esvaindo pelo ralo. Sonhos deixaram de ser “os sonhos", e aqueles momentos antes tão comuns para os dois, passaram a ser apenas lembranças. E as lembranças mostram como aquele tempo faz falta. Muita falta! Pois é. De amigos, para desconhecidos.
Eu não tô triste, mas também não estou feliz. Tô com preguiça de apostar em algo novo, depois de ver tudo que era meu desandando. Tô sem paciência para construir algo, para depois ter de ver tudo desmoronar. Não dá mais, entende? Nem conseguir ficar triste, eu consigo. É só uma pontinha de solidão, de não ter ninguém para pegar na mão. Só isso. E passa, sempre passa.
Você deita na cama pensando em dormir, mas não dorme. Não dorme porque sua imaginação é maior que seu sono. Não dorme porque cria situações que, provavelmente, nunca vão acontecer. Não dorme porque as malditas lembranças te perturbam. Não dorme porque você deita na cama para imaginar, e não para dormir.
Ela é boba, ri de tudo e faz palhaçada. Ela sabe ser seria, fria e grossa. Ela é romântica, sentimental e se apega muito fácil. Ela se apaixona por sorrisos, gosta de abraços apertados e de andar de mão dada. Ela gosta de gente que a valoriza, gosta de se sentir importante e mais ainda quando é mimada. Ela ama fazer carinho, mexer no cabelo dos outros e de “morder” as pessoas que gosta. Ela é uma garota difícil de lidar, está cada hora de um jeito e é péssima em demonstrar o que sente. Ela se importa,tem medo de perder e sente muito ciumes. Ela é um doce de menina, mas não a machuque pois esta pode ficar amarga.
Se alguma coisa não deu certo pra você, não jogue a culpa no amor. Ele não tem nada a ver com isso. As coisas dão certo até onde têm que dar. Se parou de funcionar, se o amor morreu sufocado ou afogado, se não tem mais jeito, o negócio é viver o luto, curtir a fossa e cuidar da vida. Fazer aula de italiano, ler vários livros, assistir filmes, jogar charme para o vizinho do andar de cima. Sem ofender o amor e os apaixonados. Porque um dia você vai amar de novo. E, desculpa o meu lado bobo, mas um dia você vai amar de novo o amor da sua vida. Envelhecer junto. Andar de bengala na praça em um domingo ensolarado e dizer um-dia-eu-ri-da-cara-do-amor.
Algumas pessoas apenas não nascem para ficar juntas, digo juntas-juntas, embora seus encontros físicos sejam bem românticos e inesquecíveis. Vai ver é isso que querem dizer quando dizem que tudo isso é um jogo. Se você foi derrotado, não faz sentido ficar depois assistindo as reprises dos melhores momentos. Só tope jogar se souber perder. E eu perdi. Nós perdemos. Para nós mesmos, ou seja, perdemos para quem a gente é.
Relacionamentos acontecem. Você não precisa força-los. Tampouco apressá-los. Pessoas ficam juntas porque querem, no momento em que decidem juntas. Querer já é muito e ajuda a eliminar algumas dúvidas. As dúvidas existem porque pensamos nelas. E tudo está sujeito ao engano. É incontrolável. Como evitar cair em relações de dependência? Seja responsável por você: pensamentos, sentimentos e atos. Parece banal, mas não é. Não tente impor ao outro sua responsabilidade com relação a você mesmo. Ele gosta de você, mas não é tão responsável por você assim. Você responde por você, ele responde por ele. Amor não se cobra. Atenção também não. Carinho muito menos. Tenha isso em mente. Não tenha a obrigação de corresponder às expectativas do outro em todos os momentos. Ele as criou. Não o obrigue a corresponder às suas expectativas em todos os momentos. Você as criou. A moeda da culpa é muito alta. Não se culpem à toa. Não usem chantagens baratas, usem as mais elaboradas, em momentos oportunos. Não somos animais de estimação: não tentem se domesticar. Não somos animais selvagens: não tentem se enjaular. Não estejam nem queiram estar presentes na vida um do outro o tempo todo. Ninguém nasce com duas sombras. E quando estiverem longe, não se liguem toda hora. Todo mundo pode esperar. Na vida é bom saber detectar o que é urgência de fato. O resto é controle. Não ligue antes de dormir para saber onde ele está com a desculpa “só liguei pra dar boa noite”. Você não é mãe dele e vocês não têm 12 anos. Só liguem quando quiser, ou precisar, e não porque ele quer que ligue. Não deixem que os monstros da comunicação instantânea assombrem. Um SMS não respondido imediatamente, uma ligação sem retorno, ficar um dia sem se falar: não foi nada! Vocês não precisam checar o celular um do outro, fuçar as redes sociais, ter acesso aos e-mails pessoais. Quem inventou essa loucura? Não se controlem a ponto de ficarem com preguiça de se ver. Não aceite ser a polícia, o juiz ou o algoz de que você gosta. Sejam, menos ainda, vítimas um do outro. Não façam planos vitalícios com ninguém. E não se culpem por isso. Conversem sobre tudo, mas não discutam todos os lados da relação sempre. Incentivem-se, mas não virem o senso de direção um do outro. Não faça surpresas demais, não agrade demais. Ele não é seu filho único. Repito, que se vocês estão juntos é porque querem estar. Isso já é tão belo. Tenha assuntos e amigos pessoais, ele não deve ser seu único assunto e interlocutor. É sempre bom ter o que fazer na vida. Trabalho e lazer. É recomendável ter muitas coisas para pensar, como ideias e viagens. Hoje você vai sair sem ele e tudo bem. Amanhã ele vai viajar sem você e tudo bem. Hoje você vai encher a cara com seus amigos. É sempre bom. Depois de amanhã vocês podem ir ao cinema juntos! Então saibam se divertir juntos. E saibam se divertir um sem o outro. Não se violentem. A tortura é uma técnica menor. Pode dormir na casa dela, mas lembrem-se: você não mora lá. Pegação não é flerte. Flerte não é paixão. Paixão não significa romance. Romance não é namoro. Namoro não é casamento. Casamento não é virar uma pessoa só. Duas bocas, oito membros, duas cabeças, dois corações, dois organismos que só se comunicam com o mundo usando verbos na primeira pessoa do plural. Isso é mutação. Briguem por motivos reais. Tenham ciúme por motivos reais. 90% dos casos os motivos não são reais. Você tem passado. Ele tem passado. Ciúme do passado é motivo irreal. Você tem seus segredos. Ele tem os segredos dele. Respeitem-se. Aprendam a ensinar que respeito não envolve hostilidade. Tudo isso não quer dizer que ele tem outra pessoa, que você se apaixonou por outra pessoa ou que vocês se gostam pouco. Tudo isso vai fazer vocês gostarem mais um do outro. Antes de você existir na vida dele ele já existia. Existir não é tarefa fácil. Tem que deixar a existência arejada, sempre, pra poder existir ao lado de alguém. Mais disposto e com mais vontade. Que bom que você chegou na vida dele. Mas ele não nasceu de novo. Tudo vai se adaptar ao novo cenário. Tenham paciência. É exercício. Tentem cortar as ilusões de domínio: não funcionam com territórios, não funciona com conhecimento, nunca vai funcionar com pessoas. Isso adia os finais trágicos das relações possessivas. E torna as relações mais inspiradoras. Essas duram mais. No pós-romance as pessoas não precisam explicar tanto. Elas estão juntas porque querem. Isso basta. Fim.
É realmente cansativo e triste imaginar que existem pessoas que não tem a mínima noção da palavra companheirismo, não sabem o que é uma ação conjunta, onde todos expõem seus conhecimentos, e dessa maneira todos podemos aprender algo. Me cansa saber que existe gente que só vê prazer em criticar, polemizar, sem nem sequer se dar o trabalho de pensar qual é a solução mais viável. Por diversas vezes me pergunto o motivo dessa auto-suficiência toda. Sentir-se mais inteligente, imbatível, invencível, detentor de toda a sabedoria humana? Pobre daquele que ousa imaginar que é melhor que o outro. Não dá pra mandar sumir, mas posso rezar pra que Deus me afaste o máximo possível de alguém assim. E se não der, que isso possa ao menos auxiliar na minha longa caminhada de evolução.
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