sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Das cinzas

Ontem, após assistir a um filme lindo que falava sobre cegueira, dos vários tipos que existem, das que não vêem cor, mas sentem tudo, e das que vêem tudo e, ao mesmo tempo, nada; tinha certeza do que tinha a dizer, algo sobre o ser que eu estava me tornando ou a máscara que estava, definitivamente, caindo.
Aquele filme me abriu os olhos, mas não era, ainda, o suficiente.
Mais tarde, pouco depois, quando me encontrei com a morte, não aquele ser vestido de negro, de rosto encoberto, de cajado nas mãos, mas aquele fio a ponto de se romper... Daí sim soube que o que tinha a dizer ficará muitos dias engasgado, ainda, na garganta esperando a hora certa de sair.
Por hora posso, apenas, dizer que renasci pro amor, pra vida e que minha vontade, naquele momento, foi de falar com todos que amo e não dizer muito mais do que isso: amo você. No entanto, a única coisa que pude fazer foi dobrar os joelhos e agradecer, em nome da vida, ao meu Deus que mais uma vez me presenteou com uma nova chance de viver e descobrir um novo sentido pra viver.
Nunca mais terei dúvidas da Sua existência... Ainda que um novo vazio tente se aproximar, algo ficou junto às cinzas, morreu lá... Enquanto ressuscitou uma vontade LOUCA de respirar e existir...

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