domingo, 28 de junho de 2015
“Sabe algo que me faria extremamente feliz? Esquecer. Apagar do meu coração algo que eu já estou por tentar a muito apagar da minha memória. Eu quero dormir e acordar já não lembrando do seu rosto e da sua voz. Não quero mais me pegar discando o teu número depois de beber um pouco mais do que eu deveria — o que confesso, vem acontecendo muito. Eu desejo com todo o amor próprio que ainda me resta que você pudesse ser apenas mais um rosto que aparece em meus sonhos. Eu gostaria de poder te esquecer, pequeno gafanhoto. Pena que, para o meu azar, eu não posso. Se eu tenho um defeito, meu caro, é esse. Querer, mas não ter coragem para fazer.” — Só quero te esquecer como você me esqueceu.
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