terça-feira, 20 de maio de 2014
Feridas que não cicatrizam
Eu me pergunto como uma pessoa pode carregar pela vida afora sentimentos tão pesados, como ressentimento e ódio, por situações que feriram sua alma, mudando o rumo de sua história. Fizeram-na desacreditar na possibilidade de ser feliz.
**Reconheço que quando somos atirados por alguém num poço escuro é muito difícil voltar à tona com o mesmo sorriso de antes. Existe um tempo de desejar que quem puxou seu tapete da esperança seja castigado. Porém, carregar como um saco pesado nas costas esse muro de lamentações e dar vida novamente àquela situação que a fez sofrer tanto é carregar uma vida sem brilho, gastar energia com o que dever**Num bate-boca entre Luíza (Bruna Marquezine) e Helena (Julia Lemmertz), a filha, com toda a “sabedoria” dos seus 18 anos, acusa a mãe de ser uma pessoa amarga que não aceita que ela viva sua própria vida.Eu tenho certeza de que você já ouviu isso – é o que toda filha reclama. ia ter ficado insignificante.**Mas, voltando aos ressentimentos, se Helena tem certa amargura, já deveria ter se livrado dela. O que sinto em Helena é mais desconfiança: quando levamos uma ou várias rasteiras da vida, a desconfiança é a nossa defesa. Eu sou mais desconfiada que japonês e mineiro. Dá para sentir que a vida bateu duro, né? Todos nós pagamos a nossa cota de vida e, se fôssemos sábios, aproveitaríamos para nossa evolução. Helena tem a seu lado um mestre, Virgílio (Humberto Martins), seu marido. Já está na hora de ela se livrar do ressentimento, tendo uma luz como ele ao seu lado.
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Eu acho que guardar magoas faz mal mais ela por ser tão bem resolvida nos seus 18 anos deveria sentir vergonha por estar tendo um romance com uma pessoa que foi o grande amor da vida da mãe e ainda por cima enterrou o pai dela vivo ,ela está super errada.
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